11.11.09

No Reino da Incompetência e das Leis-da-Treta

Hoje (ou há 4 anos?), na Av. Almirante Reis, em Lisboa
COMO decerto os mais atentos terão notado, esta cena passou-se no local já referido [aqui] e [aqui] - mas não é nada que tire o sono a quem "faz" nem a quem "deixa fazer", como se sabe.

É por estas e por outras que, para mim, é absolutamente igual ao litro que a autarquia alfacinha seja gerida pela esquerda ou pela direita.

Passatempo-relâmpago de 11 Nov 09

COMO já se percebeu, o desafio de hoje consiste em descobrir o título e o nome do autor de um determinado livro que, de certa forma, está relacionado com a data de hoje.
Para que isso seja possível, serão fornecidos, a partir de agora, alguns dados, que poderão assumir duas formas: pedidos de letras ou pedidos de substituição da imagem por outra, mais completa. Uma vez feita essa decifração (a que corresponderá, como prémio para quem primeiro o fizer, um exemplar da obra), haverá uma 2ª fase.

Actualização (14h39m): a resposta certa já foi dada, como se pode ver [aqui].
2ª fase: qual o acontecimento histórico que leva a que o livro esteja aqui precisamente hoje? Actualização (15h55m): a resposta certa já foi dada por 'Vee', que tem agora 24h para escrever para premiosdepassatempos@iol.pt indicando morada para envio do livro.

Precariedade e informação

Por Joaquim Letria

SE EM ESPANHA pude assistir aos reis a premiarem jornalistas por dizerem verdades incómodas, também vi no dia seguinte a manifestação dos Sindicatos dos Jornalistas diante da Faculdade de Ciências da Informação da Universidade Complutense.

Em Barcelona, jornalistas entregaram ao presidente da Generalitat um manifesto contra a precariedade do seu trabalho. Por toda a Espanha os sindicatos de jornalistas manifestaram-se. O “slogan” era “A minha precariedade é a tua desinformação”.

Fiquei a saber que este foi o terceiro ano consecutivo destas manifestações, iniciativas da FIJ (Federação Internacional de Jornalistas) que, na semana passada, em 116 países, mobilizaram mais de 600 mil jornalistas com o slogan “De pé pelo Jornalismo”.

Também em Sevilha foi montado um serviço de propaganda em frente da Faculdade de Comunicação.

As escolas de jornalismo de toda a Europa são muito importantes nesta mobilização. Uma outra exigência dos manifestantes é a de uma lei que garanta o direito de reclamar dos poderes públicos uma informação veraz a facultar à generalidade dos cidadãos.

Precipitei-me de regresso a Portugal. Não quero perder uma única destas manifestações na minha terra!

«24 horas» de 11 de Novembro de 2009

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Os mortos de Andorra

Por Baptista-Bastos

A MORTE COMPORTA, em si mesma, muito de insolente e algo de escandaloso. Aqueles portugueses que morreram no túnel de Andorra deixaram de ter nomes e passaram a ser números. Quantos? Em rigor não se sabe. Foram para um sonho e não sabiam do perigo. Um deles esteve doze horas, doze horas!, com as pernas entaladas sob toneladas de betão e de ferro, sem se libertar das contracções dos músculos, até que. As dores eram inimagináveis. Animaram-no com frases nas quais a piedade e a compaixão foram o conforto desmembrado de quem sabe que as coisas estão irremediavelmente acabadas. O homem gelara; colocaram-lhe nos ombros e no tronco que sobrava cobertores sobre cobertores. Até que. (...)

Texto integral [aqui]

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10.11.09

Passatempo Calimero de 10 Nov 09


EMBORA, actualmente, se escreva 'auto-estrada' e não 'auto estrada' (nem 'autoestrada' - a crer no Priberam), este livro, pelo seu título, serve perfeitamente para este passatempo - um desafio que se destina, de início, apenas aos leitores que não tenham ganho nada desde 10 de Outubro p.p. No entanto, se a resposta demorar a surgir a participação será aberta a todos.

Pergunta-se: O que é que tem sido muito falado, ultimamente (envolvendo, também, o Tribunal de Contas), que justifique a escolha deste livro policial para tema e prémio deste passatempo?
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Actualização (13h10m): Ver 1.º e 3.º comentários.

Como os nossos

Por Joaquim Letria

VI OS REIS DE ESPANHA em Madrid a entregarem prémios Internacionais de Jornalismo. D. Juan Carlos disse que “não pode haver um país moderno e livre sem uma Imprensa moderna e livre”. Em nome dos premiados, Pedro J. Ramirez referiu que “o triunfo da informação sobre o encobrimento é sempre o triunfo do Estado democrático”. E prestou homenagem aos seus jornalistas de “El Mundo” mortos no Afeganistão e no Iraque, no exercício da profissão.

Will Lewis, director do “Daily Telegraph”, de Londres, recebeu o prémio atribuído ao “Daily Telegraph” pelo minucioso trabalho que fez tremer o próprio Estado britânico, “paciente e corajosamente exercido por um grupo de jovens repórteres que teve a coragem de arremeter contra os poderes políticos e ganhar”, como recordou Lewis, referindo-se à exposição da corrupção dos parlamentares e ministros britânicos.

Cada premiado recebeu 40 mil euros e uma escultura de Martin Chirino, perante as mais gradas figuras da política, das finanças, da cultura e do desporto de Espanha, reunidas no Palace de Madrid. Enfim, tudo gente séria e democratas, como os nossos!

«24 horas» de 10 de Novembro de 2009

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Borboletas quânticas

Por Nuno Crato

SERÁ QUE as tempestades na Florida foram causadas por uma insignificante borboleta, que agitou indevidamente as asas em Madagáscar? Ninguém acreditará que isso seja possível, mas é um dito que se tornou moda. Foi inventado pelo escritor de ficção científica Ray Bradbury, em 1952. Usa-se hoje para descrever o conceito matemático de caos.

A ideia é antiga. Já em 1860 o físico escocês James Clerk Maxwell falava da possibilidade de pequenas colisões entre moléculas criarem turbulência em gases. Trinta anos mais tarde, o matemático Henri Poincaré descobriu que um sistema gravitacional de três corpos, como o do Sol, Terra e Lua, podia ser muito instável. Mas foi o matemático e meteorologista Edward Lorenz que posteriormente tornou a ideia popular. (...)

Texto integral [aqui]

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9.11.09

JÁ ESTÃO apurados os 3 vencedores do passatempo «Quanto indica a balança?» - ver [aqui].

Quase Portugal

Por Joaquim Letria

PORTUGAL ESTÁ DUMA MANEIRA que o melhor é ignorá-lo. É o que procuro fazer, vendo o “Hospital Animal”, depois de me deliciar – intelecto e líbido – com a Ana Rita Clara no programa que lhe confiaram. Não me lembro de ninguém na TV portuguesa que tenha a frescura, o interesse, a preparação, a seriedade e a simpatia desta miúda.

No jornalismo de TV e em “talk shows”, Ana Rita poderia ser o que quisesse, enquanto Sílvia Alberto, em grandes programas de entretenimento, não tem pai. As duas são mal empregadas naquilo que os amadores incompetentes que as contratam e dirigem as põem a fazer.

Ambas me ajudam a suportar melhor este Portugal. Se depois encontrarem e virem o “Hospital Animal”, em vez dos telejornais, e fugirem para o clube de vídeo, para a Sport TV ou se refugiarem na rádio “Amália”, a coisa quase se aguenta. Se a isto somarmos alguns jogos do Benfica, então, perfeito! Temos quase Portugal, sem pulhostres a quererem copiar Al Capone e Bugs Moran.

Temos delinquentes Armani, supostamente sexy, e corruptos sem a majestade dos meliantes felizes, ou dos canalhas envelhecidos, nem destaque na História Universal da Infâmia. Por isso eu fujo para a nacional incompetência e garantida incerteza destes meus esconderijos, onde é quase Portugal.

«24 horas» de 9 de Novembro de 2009

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Os que "fazem" e os que "deixam fazer" estão bem uns para os outros, não estão?


ESTAS FOTOS vêm na sequência de outras semelhantes publicadas [aqui], e foram tiradas, há minutos, exactamente no mesmo local.

O que é espantoso, em todos estes casos, é o misto de naturalidade e resignação com que estas pessoas enfrentam estas situações!
(Pelo que percebi, o senhor da foto da direita, depois de hesitar, desistiu de ir em frente - preferindo atravessar, mesmo fora da passadeira, para o outro lado da avenida).

«Dito & Feito»

Por José António Lima

A OPERAÇÃO 'FACE OCULTA’ começou a desvendar uma rede de negociatas que envolve o submundo político-empresarial e uma miríade de empresas com participações do Estado: REN, Galp, EDP, PT, Refer, etc., etc. E veio demonstrar até que ponto está corroído pela pequena e média corrupção, pelo tráfico de influências e os favorecimentos a troco de subornos, todo o vasto aparelho formado pelos incontáveis cargos de designação pública, desde os quadros intermédios a decisores de topo.
(...)
Até o pilar de valores e comportamentos que pretende ser a Igreja católica mantém em funções um padre, o de Boticas, que tinha em casa um arsenal ilegal de armas, que negoceia empréstimos e juros com os seus paroquianos como um usurário, que acumula terrenos, casas e dinheiro. (...)

Texto integral [aqui]

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Do lume de chão ao forno de microondas

Por A. M. Galopim de Carvalho

É CORRENTE OUVIRMOS expressões nas quais se alude a uma vincada preferência pelos grelhados no carvão ou pelo pão cozido no forno de lenha. Havendo algo de verdadeiro nestas vozes, há nelas, sobretudo, a nostalgia pelo tempo em que fomos filhos e netos. Quem me conhece sabe do meu interesse pela culinária, interesse que não se esgota nas confecções, mas que se alarga a tudo o que as suporta, nomeadamente, os produtos alimentares, os utensílios e as histórias relativas a esta velhíssima actividade da espécie humana.

Do lume de chão da cozinha da minha avó materna, tal como a conheci nos anos trinta do século passado, ao forno de microondas, vai uma distância tão grande quanto o tempo que entretanto decorreu, em que, de menino passei a avô, reformado e utente dos transportes públicos com passe de terceira idade. (...)

Texto integral [aqui]

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8.11.09

No Reino do Absurdo

OS LEITORES são desafiados a decifrar, [aqui], mais um mistério de Lisboa.

Pergunta de algibeira

Foi actualizado o arquivo Humor Antigo - Ano de 1939
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JÁ AGORA: há uma interessante diferença entre a numeração deste relógio e a dos outros que se podem ver [aqui]. Pergunta-se: qual é ela e como é que se explica?

A Vacina

Por Alice Vieira

O MEU AMIGO ANTÓNIO acaba de receber uma carta avisando-o de que, a partir do dia tal, deverá ir ao centro de saúde, das tantas às tantas, para lhe ser administrada a dose de Tamiflu a que tem direito.

O meu amigo António é mais novo do que eu, professor recentemente reformado. Solteiro e sem filhos, vive sozinho lá no seu casarão numa pequena cidade dos arredores de Lisboa, entre quadros, livros e música.

O meu amigo António não é obeso, não tem asma, não tem nenhuma doença crónica, não sofre de coisa nenhuma em especial e, evidentemente, não está grávido. (...)

Texto integral [aqui]

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Quanto indica a balança?

PASSADAS que foram mais de 60 horas, o prémio do passatempo «Saramago e os nossos elbonianos» não foi reclamado pelo respectivo vencedor.
Assim, e como os prémios existem para serem atribuídos, este sê-lo-á a quem mais se aproximar do valor indicado na balança, com a seguinte ressalva:
os livros possíveis são os que se vêem [aqui], mas o conjunto de 3 volumes da História das Religiões só será atribuído se o erro da aposta vencedora for igual ou inferior a 20 gramas.
Cada leitor poderá dar uma única resposta, terminando este passatempo às 20h de segunda-feira, dia 9 Nov 09. No minuto seguinte, estará visível, [aqui], a imagem completa.
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Actualização final (solução e vencedores): ver [aqui].

Beckham de volta

Por Joaquim Letria

O ADMINISTRADOR-DELEGADO do AC Milan, Adriano Galliani, confirmou o regresso de David Beckham aos rubro-negros já neste mercado de Inverno, “depois da esplêndida experiência da época passada” oficializou o braço direito de Berlusconi e patrão do seu grande clube lombardo. Beckham, que joga desde 2007 no Los Angeles Galaxy, onde ingressou logo que abandonou a galáctica equipa do Real Madrid, repetirá a experiência “para não perder o contacto com o futebol europeu”, segundo ele próprio justifica. Galliani está certo de que Beckham, com este semestre jogado em Itália, conseguirá integrar a equipa de Fábio Capello e representar a selecção inglesa no próximo campeonato do Mundo que será disputado na África do Sul, graças à forma conseguida e à exposição conquistada com os jogos disputados em Itália. (...)

Texto integral [aqui]

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Luz - LXXX

Fotografias de António Barreto- APPh

Quinta da Torre - Escada de xisto, entre dois socalcos, na quinta da Torre, perto de Covas do Douro, a caminho de Donelo. (2007).
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NOTA (CMR): esta e outras fotografias, bem assim como crónicas do mesmo autor, encontram-se afixadas no seu blogue, Jacarandá.

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7.11.09

Pedras que fazem um pedestal

Por Ferreira Fernandes

NO DEBATE PARLAMENTAR desta semana, José Sócrates lançou a Pacheco Pereira: "Uma vez revolucionário, revolucionário toda a vida." Esse anátema é duplo erro. O primeiro, porque crítico: "Uma vez revolucionário..." - sim, José Pacheco Pereira, nos seus vinte anos, foi militante do PCP (m-l), partido maoísta. Um país é ele, mais as suas circunstâncias.

No fim dos anos 60, começos de 70, quase todos os portugueses, apesar de espoliados da cidadania, aceitavam o seu país inviável e sufocante. Aquele PCP (m-l) tinha ideias erradas, mas os seus jovens militantes eram - pelo simples facto de não aceitarem essa modorra - de uma generosidade que junta à de alguns outros portugueses (não tantos assim, uma minoria) trouxe a democracia a todos.

O segundo erro de José Sócrates é factual: "(...) revolucionário toda a vida" - não, Pacheco Pereira não persistiu no erro de ser maoísta. Foi, até, dos primeiros da sua geração a cortar com a via revolucionária. Fê-lo de forma pública e persistente, o que o obrigou a uma coragem moral (e até física) que talvez hoje não se entenda ser necessária, mas que sim, era. Havendo tantas razões, digo eu, para Pacheco Pereira ser politicamente criticado, calharam-lhe, afinal, ataques que só o honram.

«DN» de 7 de Fevereiro de 2009

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Pergunta sem prémio

Alguém sabe o que é que está em risco de suceder
para que esta imagem esteja aqui afixada?

A crise – leonina

Por Antunes Ferreira

BOM FIM-DE-SEMANA começou ontem. O Governo viu aprovado o seu Programa na Assembleia da República, ele próprio sem saber muito bem como isso terá acontecido. Mas aconteceu. No final de dois dias de debate do programa do Governo na Assembleia da República, José Sócrates afirmou que o Governo saiu dali «com uma investidura parlamentar e, portanto, tem legitimidade para iniciar funções. Este é o momento para começar a trabalhar e de dar ânimo, esperança, confiança aos portugueses no sentido de resolver a crise».

Entretanto, a Face Oculta continua o seu andamento em bom ritmo, muito se dizendo que é apenas a face emersa do icebergue e que estão para vir a público outros nomes sonantes de elementos ligados à actividade criminal. (...)

Texto integral [aqui]

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Passatempo-relâmpago de 7 Out 09

COMO habitualmente, este livro será atribuído ao primeiro leitor que adivinhar o seu título e o nome do autor. A pedido, serão fornecidas dicas de três tipos (à escolha dos leitores):

1ª - A relação entre o título e um determinado acontecimento.
2ª - Outras imagens da capa, com mais partes visíveis.
3ª - Pedidos de letras.

Actualização (14h57m): a resposta certa já foi dada, como se pode confirmar [aqui].

6.11.09

O encanto da corrupção

Por Joaquim Letria

CADA MALUCO tem a sua mania. Os ateus falam sempre em Deus, os católicos passam a vida a falar de sexo e há quem só fale de corrupção porque ela dá para falar de tudo e de mais alguma coisa. É um encanto.

Se somarmos o “Freeport” à “Face Oculta”, encontramos embuste, engano, abuso de poder, ganância, exploração dos cidadãos, desprezo pelos bens públicos, empreendedorismo, criatividade, sangue frio, nepotismo. Em tudo isto incorrem os corruptos, sem que a cara se lhes tinja de vergonha uma única vez.

O pior, segundo se depreende das mais recentes investigações, é que não há reeducação possível. E quando se quer a devolução do roubado, desfalcado ou desviado, tropeça-se na impunidade e no fechar de olhos generalizado

Portugal é um dos grandes lupanares da corrupção. Lucky Luciano disse a Dominic Lapierre que um dólar do crime dá muito mais trabalho do que um dólar honesto. Certamente que Luciano pensava em extorsão, contrabando, assaltos, roubo à mão armada, assassínios de encomenda, tiroteios e penas de prisão. Crimes a sério, de correr riscos e a exigir mão-de-obra qualificada. A corrupção não é nada disso e nem serve para resolver o desemprego. Não pode haver corruptos desempregados.

«24 horas» de 6 de Novembro de 2009

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Foi actualizado o arquivo Humor Antigo - Ano de 1939
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É FREQUENTE ouvirem-se anedotas muito parecidas (às vezes o gag até é o mesmo). No que toca a esta: há uma outra, de um indivíduo que, no meio de um intenso nevoeiro, se vê isolado numa pequena ilha, tendo apenas a ajuda da sua bengala. Trata-se de uma anedota "com barbas", mas alguém a quer aqui recordar?

Sete anos

Por Helena Matos

HÁ SETE ANOS o país mudou. Começou então o processo Casa Pia. Ainda dura. Desde aí os processos, os casos e os escândalos sucedem-se. O arguidismo e o alegadismo tomaram conta de nós. A dimensão ética e a responsabilidade política deixaram de existir. O que conta é ser ou não constituido arguido. E sendo, se o caso não é posteriormente arquivado. Os erros processuais tornaram-se uma espécie de neocertificados de bom comportamento moral e civil. E a Justiça não condena mas também não absolve. Mói. (...)

Texto integral [aqui]

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Os que "fazem" e os que "deixam fazer" - Passatempo-relâmpago de 6 Out 09



Lisboa - Av. Almirante Reis
QUANDO ontem, ao fim da manhã, estas fotos foram tiradas, a Polícia Municipal estava tão perto que quase ficava nos retratos. Tinha, no entanto, uma boa razão para não actuar - e a pergunta com prémio é: Qual era?

Actualização (10h11m): a resposta certa já foi dada, como se pode confirmar [aqui].

A Tirania Infantil

Por Maria Filomena Mónica

ESTE VERÃO FUI AO NORTE onde convivi com algumas jovens mães. Reparei que não só observavam os movimentos dos filhos com um zelo patológico, como, ao fim do dia, pareciam besouros cansados. Pelos vistos, as férias grandes transformaram-se numa sucessão de actividades: ele são campos de férias, ele são aulas de pintura, ele são lições de equitação. No mundo moderno, as crianças são alvo de uma atenção que só lhes pode trazer prejuízos.

É natural que os pais desejem oferecer-lhes o melhor, mas há limites ao que podem fazer: uma educação primorosa pode dar lugar a um delinquente e uma infância descurada a um génio. É útil recordar que, em séculos pretéritos, os pais não se preocupavam com tal matéria. Aliás, ao longo da História, ninguém prestava atenção - excepto no caso dos príncipes – à educação. Na ficção oitocentista, há de tudo, desde relatos de bom comportamento, como as meninas da condessa de Ségur, a casos de rebeldes incorrigíveis, como Tom Sawyer. (...)

Texto integral [aqui]

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5.11.09

Luz - LXXIX

Fotografias de António Barreto- APPh

É um dos meus sítios preferidos de Paris: os Jardins do Palais Royal. O sossego é aí imenso, nem sequer as crianças berram muito. Perto do Louvre, é ali que vou sempre descansar. (1995).

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Um estranho título...

Uma rainha sensacional!

Por Joaquim Letria

EU GOSTARIA DE TER VISTO a entrada triunfal de Ana Isabel Pereda no ABC, decano dos jornais de Madrid, instituição histórica da Imprensa europeia, que continua sem rumo nem destino. Ana Isabel Pereda vem do diário gratuito “Qué!”, pela mão dos capitalistas bascos que compraram o trono de Juan Ignacio Luca de Tena e agora não sabem o que fazer com uma das maiores instituições de Espanha.

Ana Isabel Pereda nunca teve arte nem parte naquela gloriosa casa onde tenho bons amigos e de onde outros partiram para o excelente “Opinion”. Imagino as caras de José António Navas e de Angel Exposito a verem entrar, porta adentro, a uma das rainhas do sensacionalismo para os substituir. A escola de figuras como Luís Calvo, José Maria Peman, Azorin ou Júlio Camba não arranja alguém com “pedigree” abecedário para conduzir o navio almirante?!

O ambicioso e confidencial “Projecto 2010” vai trazer ainda mais caras novas ao ABC e vai mandar para casa outras glórias, como segredava um destes dias o meu querido amigo Martin Ferrán e garantia o meu velho companheiro Adolfo Rojo, ambos figuras maiores do jornalismo mundial. Alfonso Usia casquina, ao telefone, o seu aristocrático desdém, enquanto del Olmo já tem a voz e o nome a saírem doutros bolsos que compraram a Cope, enquanto a nossa conhecida Prisa esbraceja para não se afundar. Que grandes mudanças vêm aí…

«24 horas» de 5 de Novembro de 2009

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TERMINA ÀS 20h de hoje o passatempo que pretende premiar o melhor comentário que venha a ser feito [aqui] acerca do mais recente livro de Saramago. Chama-se a atenção para o facto de que só serão tidos em conta, para efeitos de prémio, os comentários de quem tenha lido a obra (ou, pelo menos, parte dela). Os prémios são os que [aqui] se podem ver.
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Actualização (5 Nov 09 / 20h42m): o resultado do passatempo já está anunciado.

A Jangada dos Tolos

J.L. Saldanha Sanches

O AUTOR LAUREADO (AL): Sr. Dr., cheguei a uma época da minha vida em que finalmente o meu labor incansável foi compensado. Vendo bastante por toda a parte e pagam-me bem. Mas aqueles ladrões do fisco ficam-me com tudo. O que me aconselha?

O Consultor Fiscal (CF): Que quer meu caro Mestre, isto é o país da inveja. Em vez de premiar o mérito, tributa-se. Mas talvez tenhamos algumas soluções. Qual a origem dos seus rendimentos?

AL: Uns são de cá, mas outros são do resto do mundo.

CF: Óptimo. Está disposto a mudar de país?

(...)

Texto integral [aqui]

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Corrupção e democracia

Por C. Barroco Esperança

NÃO SEI SE AQUELE HÁBITO de pedir aos santos um empenho para um emprego, a ajuda no exame, a preferência na disputa de uma promoção e outras pequenas corrupções, que se pagam com esmolas e ave-marias, cria condições especiais para o apodrecimento dos valores morais nos países de tradição católica.

A verdade é que a Espanha, França, Itália e Portugal sofrem de uma endémica tradição que envergonha os povos e causa a sua ruína. A degradação que parece ter-nos atingido ultrapassa os níveis suportáveis de um país com um módico de decência e de respeito por si próprio. (...)

Texto integral [aqui]

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4.11.09

CONVITE - Conferência «Medir o Mundo, Medir o Mar, Medir a Terra»

Por Nuno Crato.
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Quinta-feira, 5 de Novembro, às 18h
Anfiteatro Manuel Valadares
Museu de Ciência da Universidade de Lisboa, R. da Escola Politécnica, Lisboa
A conferência será precedida de uma visita guiada à exposição às 17h
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TRÊS SÉCULOS antes de Cristo, um matemático grego descobriu um método para medir as distâncias da Terra ao Sol e da Terra à Lua. Pouco depois, outro sábio grego comparou o tamanho da Terra com o da Lua. Logo em seguida, outro matemático grego conseguiu medir o raio da Terra. Muitos séculos depois, Kepler refinou essas medidas e Halley propôs um método para medir com maior precisão a distância da Terra ao Sol.

No Porto, houve em 1769 quem colaborasse num esforço internacional para usar esse método. Nessa altura, a distância da Terra ao Sol passou a ser conhecida com erro inferior a 2%. Como foi possível fazer todas essas medidas? Com imaginação geométrica!

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Passatempo-relâmpago de 4 Out 09

COMO SE SABE, os vencedores dos passatempos têm 24h para reclamarem os prémios respectivos - prazo que, por vezes, não respeitam.
Dentro de alguns minutos, completam-se 48h desde que este livro foi atribuído [aqui]. Ora, como os prémios existem para serem entregues, o Sorumbático vai dar ainda mais duas horas de tolerância - e se, até lá, ele não for reclamado por quem o ganhou, será enviado ao primeiro leitor que, a partir do minuto seguinte (17h56m inclusive, portanto), afixar em comentário as palavras «Então quero-o eu!»
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Actualização (5 Nov 09): chama-se a atenção dos leitores para o 14.º comentário (das 13h56m de hoje), onde se esclarecem algumas questões importantes neste género de passatempos. Serão bem-vindas as observações que, eventualmente, suscite.

Pergunta de algibeira

Lisboa - Rua do Ouro, ontem à tarde
Alguém imagina porque é que a camioneta está a fazer o pisca?

Maradona: um homem bom

Por Joaquim Letria

OS HIPÓCRITAS QUEREM que a gente apague da memória Armando Diego Maradona, “El Pibe”, e que jamais os nossos ouvidos escutem palavras desse peito forte que no braço direito tem tatuado “El Che” e na sua mítica perna esquerda o comandante Fidel Castro. O mundo de pulhostres rasgou as vestes quando Maradona disse o que lhe ia na alma e deixou falar o coração. Os Platinis, os Pelés, os Figos trataram de o encomendar ao criador.

Escândalo porque Maradona falou contra os jornalistas que durante meses o massacraram, dizendo-lhes nas trombas, olhos nos olhos, sem assessores nem porta-vozes, como se estivesse no Caballito, e com o perdão das senhoras, ”que la chupen, que la sigan chupando”.

Maradona é sensível, chorão, grosseiro, um virtuoso que não esconde a sua devoção por Carlos Salvador Bilardo. Entre o Menottismo e o Bilardismo, Maradona saltou para o colo do “Narigudo”, como muito bem sabe Jorge Valdano que partilhou anos de quartos de hotel e uma vida profissional gloriosa com “El Pibe”.

Quando Diego coxeava no Sevilha e se atirava de cabeça para a bancada dos pobres, dizia tudo ao mundo que não conhece o Boca nem vira um jogo na “Bombonera”. Também em Itália deixou claro de que lado da vida estava. Interessante o amor filial de Diego por Bilardo, a quem perdoou tê-lo tirado do campo antes do minuto 90, pela primeira vez na vida. Só um homem bom pode ser como Maradona.

«24 horas» de 4 de Novembro de 2009

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Um herói solitário

Este caso já aqui foi referido por várias vezes, mas como os pilaretes estão a ser tema do programa «Nós por cá», aqui fica uma sequência fotográfica que para lá enviei.
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A FOTO DE CIMA mostra a situação habitual à porta da minha casa. A seguinte mostra o passeio limpo, um milagre que foi conseguido graças ao cone-pirata que se vê na foto do meio (e que alguém ali colocou de noite - cravado, na calçada, com um enorme prego...).

A situação durou duas semanitas (de 16 a 31 Out 09), findas as quais alguém se encarregou de arrancar o pinchavelho, "repondo a normalidade" - como se vê na foto de baixo.

O «Nós por cá» e os pilaretes

ONTEM, o «Nós por cá», da Sic, abordou o problema dos pilaretes em termos muito negativos, referindo o seu custo elevado e dando grande destaque a um senhor que tropeçou num e se magoou.
O tema foi posto à discussão [aqui], e esta noite (entre as 19h15m e as 20h) vão ser referidos os principais comentários. Um dos que lá coloquei remete para imagens que mostram que o tradicional pilarete pode ser substituído por outros equipamentos urbanos, como vasos, canteiros, árvores, bancos, candeeiros, mupis, etc. - ver [aqui].
Clicar na imagem, para a ampliar

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Episódios da miséria humana

Por Baptista-Bastos

QUE SENTIDO É ESTE, para onde a História nos encaminha? Por todo o lado a corrupção alastra e substituiu-se aos ideais antigos e exaltantes de resolução das desigualdades, da exploração do homem pelo homem, da oposição entre o Norte e o Sul.
(...)
O Estado ausentou-se das suas funções fiscalizadoras. O Governo, mesmo perante a repetição destes enunciados, cumpliciou-se (pelos vistos) com os grandes interesses ligados à corrupção, ao suborno e à venalidade. O caso de João Cravinho é significativo. Propõe um projecto contra os corruptos e, numa compensação inquieta, é mandado para Londres, com um ordenado de luxo. Agora, nesta "Face Oculta", a porta não foi segura pela pessoa que ia à frente (...)

Texto integral [aqui]

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3.11.09

«Os tranquilos» - Passatempo Calimero

ESTE DESAFIO destina-se, de início, apenas aos leitores que não tenham ganho nada nos passatempos que aqui foram propostos desde 3 de Outubro p.p. No entanto, se a resposta demorar a surgir, a participação será aberta a todos.
Lá vai, então:
De cada vez que há um escândalo como o que agora rebentou, ouvem-se sempre as mesmas declarações: os arguidos dizem que «estão de consciência tranquila», enquanto outros proclamam que «há que ter confiança na justiça».
E é a pensar em todos esses que, como no fim se verá, este passatempo aqui se coloca: «Qual o título do livro e o nome do/a autor/a?» O prémio será, evidentemente, um exemplar da obra.

Actualização (17h39m): a resposta certa já foi dada, como se pode confirmar [aqui]. 'Cilorra' tem agora 24h para escrever para premiosdepassatempos@iol.pt indicando morada para envio do livro.

A pressa de Saramago

Por Joaquim Letria

SARAMAGO EXPLICOU que escreveu “Caim” em quatro meses menos uma semana de hospital, e “de um jacto”, como que dominado por um sentimento febril em terminar a obra. Nota-se.

Saramago escreveu “Caim” como se destinasse a quem nunca leu a Bíblia nem tenha o hábito de ler. Podia ter escrito tudo o que disse em 171 páginas numa única das suas crónicas do “Caderno”.

Caim é uma figura de que o escritor se serve para criticar um Deus arbitrário na febre de expor o Antigo Testamento. O resultado reflecte a forma apressada com que confessadamente foi escrita a obra, na ânsia de demonstrar que a Bíblia é um manual de maus costumes e que Deus é cruel.

Não gosto da facilidade de José Saramago em parodiar a Bíblia nem do à-vontade com que toda a gente o criticou sem ler.

Caim é um livro. Saramago é um Prémio Nobel por ter escrito alguns deles. Tenho por Saramago um grande respeito e afecto que vêm dos tempos em que ele ainda trabalhava para os “Estúdios Cor” e, muito mais tarde, a convite de Lopes do Souto, passou a escrever o respeitável editorial do “Diário de Lisboa” que substituíra as “Notas do Dia” de Norberto Lopes.

Compreendo que aos 80 anos uma pessoa tenha pressa em acabar um trabalho. Deus e a Bíblia não me preocupam. Aguentam tudo. Saramago é que me aflige.

«24 horas» de 3 de Novembro de 2009

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A ciência terrena

Por Nuno Crato

COMO TEMOS A CERTEZA de estar a horas? Acertando o nosso relógio com um sinal horário ou com algum dos servidores disponíveis na Internet - é claro! Esses relógios de referência verificam o tempo por um sistema de relógios atómicos, que são os melhores marcadores de tempo que temos. Conseguimos uma precisão impensável até há algumas décadas.

Antes dos relógios atómicos - o primeiro foi inaugurado em Washington em 1949 -, o marcador de tempo mais preciso que se conhecia era o céu. Vem daí a tradição de serem os observatórios astronómicos os responsáveis pela hora legal.

Como podia o céu servir de relógio? Olhando para o firmamento pode-se seguir o movimento da Terra, pois é a rotação do nosso planeta que nos dá a ilusão do movimento dos astros. (...)

Texto integral [aqui]

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2.11.09

No Reino do Absurdo

31 Out 09
O QUE É que terá levado este senhor a decidir-se a entrar pela faixa de rodagem de uma avenida em hora de grande movimento, e ir por ela afora, na sua cadeira de rodas - em contramão, sozinho, e aparentemente sem receio?

A resposta talvez esteja [aqui] e [aqui], onde se vêem outras fotos, tiradas ali perto.

Novos e velhos

Por A.M. Galopim de Carvalho

UM OCEANO NASCE a partir de uma situação embrionária, surgida em terra, que podemos imaginar semelhante à que caracteriza o Vale do Rifte, no leste africano.
Esforços distensivos tendem a afundar este tipo de faixas de terreno permitindo, no futuro, a invasão do mar. A continuação desses esforços afastam entre si os compartimentos de litosfera de um e de outro lado desta importante fractura, possibilitando a ascensão de materiais de natureza basáltica oriundos do manto e consequente formação de crosta oceânica. Na fase juvenil, o oceano tem uma configuração próxima da do Mar Vermelho, estreito e alongado, continuando a alargar-se até atingir, na maturidade, a dimensão do Atlântico ou até maior.(...)


Texto integral [aqui]

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Amália com Post-Scriptum

Por Joaquim Letria

EM SETE TÁXIS Que Apanhei em Lisboa, cinco traziam a rádio Amália ligada. Os motoristas ocupariam uma faixa etária entre os 35 e os 60 anos de idade. Três nem eram de Lisboa, um era proprietário do táxi e estava na pré - reforma dum escritório de despachante. Nenhum tinha ido à Severa, ao Machado ou ao Mesquita, desconheciam o Faia da D. Lucília, conheciam o “Senhor Vinho” de lá levarem fregueses e desconheciam o “Bacalhau de Molho”. Mas ouviam a Rádio Amália.

Para mim, que tenho idade e memória para saber o que digo, a Rádio Amália é uma espécie de Rádio Graça. Nem sempre dizem os nomes dos músicos nem dos autores da letra e da música, o que ajuda a confusões de autorias. O fado é mais do que uma voz!

Ao pé das tristes rádios que se apanham nas nossas telefonias, Amália tem boa música. Tem todos, mais a Amália propriamente dita e o Ti Alfredo e ainda o Rodrigo, tudo gente que hoje não se pode ouvir noutro lado. Ainda bem que alguém teve a boa ideia da Amália. Não estraguem!

P.S.- Gostava que nomeassem o árbitro portuense Sousa, do Braga-Benfica, para todos os jogos do SLB. Adoro como ele invalida golos limpos ao Benfica e faz vista grossa a penalties. Ver sempre juntos Aimar, Saviola, Di Maria, Ramires, Garcia e o árbitro Sousa seria uma atracção. O máximo!

«24 horas» de 2 de Novembro de 2009

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